quinta-feira, 17 de junho de 2021

O brasileiro precisa assistir a mais filmes brasileiros

Todos nós brasileiros, somos programados desde pequenos a consumir apenas aos enlatados norte-americanos. Emissoras gigantes como a Rede Globo ou o SBT entopem a programação com filmes estadunidenses, na tv a cabo, os próprios canais são de origem norte-americana e na época das vídeo locadoras só dava fitas da terra do Tio Sam nas prateleiras. Sem olvidar, é claro, das salas de cinema, que até hoje projetam em suas grandes telas apenas filmes dos Estados Unidos ou produções nacionais.

Os Estados Unidos realmente é o país que mais investe em cinema no mundo, com superproduções permeadas com grandes astros e estrelas, incomensuráveis orçamentos e obras com os mais avançados efeitos visuais acessíveis no momento da filmagem da obra. O objetivo de grande parte da produção daquele país é o entretenimento puro, por isso dá para entender que o brasileiro que queira apenas desfadigar depois de um longo e estressante dia escolha um longa de hollywood para contemplar.

Mas é ai que começa o grande problema. Ao assistir somente às películas norte-americanas, o cidadão brasileiro se torna um vassalo dos dito cujos, torna-se um ser monocultural, mirando apenas a arte engendrada por uma sociedade, por uma mentalidade, por um povo. Sabemos que os Estados Unidos têm uma história controversa, abarrotada por polêmicas e fatos lúgubres e dubitáveis. Quando você assiste muito aos filmes e séries daquela nação, você nota um orgulho descomedido que beira à jactância e à empáfia por parte deles. O espectador é obrigado a ver a bandeira do país a todo o momento, sem contar as inúmeras situações onde os personagens dizem com todo a ufania de que ''o nosso país é o maior do mundo''. É constrangedor notar, por exemplo, em como nos filmes de guerra os americanos sempre são os bonzinhos, os salvadores da pátria, os paladinos que vieram salvar os citadinos dos déspotas, dos nazistas, dos fascistas.

Mas nós brasileiros podemos tirar algo bom dos americanos, que é justamente a dedicação aos produtos nacionais. Assim como já ocorre com as telenovelas, o brasileiro precisa assistir mais aos filmes tupiniquins. Além de apoiar mais as produções locais, nada tira a sensação maravilhosa de assistir a um filme sem legendas e compreender tudo; de ver os créditos da fita escritos em português; os atores e atrizes brasileiros; de ver cidades e regiões de todo o país; ouvir músicas de grandes artistas brasileiros entre uma cena e outra e assim vai. A sensação de assistir a muitos filmes do nosso país é formidável, é como se você, no final do mês, olhasse para trás e dissesse para si mesmo: ''missão cumprida, assisti mais filmes nacionais do que estrangeiros neste mês''.

Não estou dizendo para apenas e tão somente assistir aos filmes brasileiros, se não iremos ser como os americanos, que vivem numa espécie de bolha ao verem apenas aos filmes engendrados na própria nação. Agora, apreciar as produções locais e assistir a obras brasileiras com assiduidade é um dever. Um múnus saudável para todo o bom brasileiro que valoriza o nosso país e a nossa cultura.




segunda-feira, 14 de junho de 2021

A arte dos documentários



Todos nós crescemos assistindo aos tradicionais filmes de ficção. Em sua maioria, filmes de entretenimento com algum elemento paranormal, asseverando assim várias sessões pipoca e muita grana no caixa dos grandes estúdios cinematográficos.

Mas quando você vai crescendo e amadurecendo, começa então a apreciar as histórias mais humanas, as que contam fatos verídicos que retratam as maravilhas e atrocidades que ocorrem na vida real, no cotidiano do nosso planeta. Obviamente, a primeira mídia que vem à cabeça quando se fala em realidade são os jornais impressos e os telejornais diários. Mas o que é engendrado ali é algo muito genérico e manipulado, e tem gosto fétido de monopólio.

Daí que entram os filmes que retratam a realidade, as histórias e personagens reais do mundo em que habitamos. Os chamados DOCUMENTÁRIOS, que como o próprio nome insufla, documenta um fato excelso ocorrido, ou uma história, um personagem, um grande acontecimento.

O que mais me fascina nos bons documentários, é o fato do diretor pegar um tema que pode parecer medíocre à primeira vista, e transforma-lo em algo fascinante através de relatos, de imagens e edições bem urdidas. Ou, ainda há a possibilidade de se resgatar histórias arrebatadoras mas que estavam olvidadas do grande público. O diretor registra nas câmeras a sua visão de uma história real e faz dela um relato perene para a plateia apreciadora das exuberantes obras visuais.

Mas não caia na arapuca dos documentários produzidos por grandes emissoras de televisão. O que é produzido ali nada mais é que um conteúdo genérico e repetitivo, e sempre com a aprovação da emissora ou grupo da qual pertence a empresa. Você precisa entrajar a alma de um bom cinéfilo e perquirir as diferentes categorias de longas-metragens para deslindar o ouro no final do túnel. O foco deve ser os filmes engendrados por cineastas independentes e amoriscados por captarem os relatos reais que estão por aí tresmalhados pelo mundo.

Ao começar a vasculhar o universo dos filmes reais, você encontrará uma miríade de subgêneros. Existem os documentários em que o diretor lança uma mordaz diatribe contra o estado ou o governo de uma era específica, existem os filmes biográficos que cobrem a vida de uma grande personalidade insigne mundialmente, ainda há as empreitadas que mostram histórias há muito olvidadas pelo grande público, relatos que buscam memórias perdidas nos rincões do país, causos que brilham mais do que muitas obras fictícias por aí. E é ainda mais jubiloso de constatar quando um cineasta dá tons artísticos ao longa, ornamentando a fita e a fazendo ficar permeada de delírios visuais, lembrando um quadro artístico ou um sonho. É o deleite para os apreciadores das belas artes.

O futuro dos docs é lustroso e auspicioso. Com a difusão dos serviços de streaming e a decadência embaraçosa de hollywood, o público está ávido por produções nupérrimas que contem relatos reais do mundo e o que não falta são diretores empenhados a desbravarem esta arte específica intitulada de DOCUMENTÁRIO!

Luana Walters

Eu estava notando o tanto de atrizes bonitas e talentosas do passado que estão quase esquecidas para o público em geral hoje, e quase não se...