Todos nós crescemos assistindo aos tradicionais filmes de ficção. Em sua maioria, filmes de entretenimento com algum elemento paranormal, asseverando assim várias sessões pipoca e muita grana no caixa dos grandes estúdios cinematográficos.
Mas quando você vai crescendo e amadurecendo, começa então a apreciar as histórias mais humanas, as que contam fatos verídicos que retratam as maravilhas e atrocidades que ocorrem na vida real, no cotidiano do nosso planeta. Obviamente, a primeira mídia que vem à cabeça quando se fala em realidade são os jornais impressos e os telejornais diários. Mas o que é engendrado ali é algo muito genérico e manipulado, e tem gosto fétido de monopólio.
Daí que entram os filmes que retratam a realidade, as histórias e personagens reais do mundo em que habitamos. Os chamados DOCUMENTÁRIOS, que como o próprio nome insufla, documenta um fato excelso ocorrido, ou uma história, um personagem, um grande acontecimento.
O que mais me fascina nos bons documentários, é o fato do diretor pegar um tema que pode parecer medíocre à primeira vista, e transforma-lo em algo fascinante através de relatos, de imagens e edições bem urdidas. Ou, ainda há a possibilidade de se resgatar histórias arrebatadoras mas que estavam olvidadas do grande público. O diretor registra nas câmeras a sua visão de uma história real e faz dela um relato perene para a plateia apreciadora das exuberantes obras visuais.
Mas não caia na arapuca dos documentários produzidos por grandes emissoras de televisão. O que é produzido ali nada mais é que um conteúdo genérico e repetitivo, e sempre com a aprovação da emissora ou grupo da qual pertence a empresa. Você precisa entrajar a alma de um bom cinéfilo e perquirir as diferentes categorias de longas-metragens para deslindar o ouro no final do túnel. O foco deve ser os filmes engendrados por cineastas independentes e amoriscados por captarem os relatos reais que estão por aí tresmalhados pelo mundo.
Ao começar a vasculhar o universo dos filmes reais, você encontrará uma miríade de subgêneros. Existem os documentários em que o diretor lança uma mordaz diatribe contra o estado ou o governo de uma era específica, existem os filmes biográficos que cobrem a vida de uma grande personalidade insigne mundialmente, ainda há as empreitadas que mostram histórias há muito olvidadas pelo grande público, relatos que buscam memórias perdidas nos rincões do país, causos que brilham mais do que muitas obras fictícias por aí. E é ainda mais jubiloso de constatar quando um cineasta dá tons artísticos ao longa, ornamentando a fita e a fazendo ficar permeada de delírios visuais, lembrando um quadro artístico ou um sonho. É o deleite para os apreciadores das belas artes.
O futuro dos docs é lustroso e auspicioso. Com a difusão dos serviços de streaming e a decadência embaraçosa de hollywood, o público está ávido por produções nupérrimas que contem relatos reais do mundo e o que não falta são diretores empenhados a desbravarem esta arte específica intitulada de DOCUMENTÁRIO!

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