sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Luana Walters




Eu estava notando o tanto de atrizes bonitas e talentosas do passado que estão quase esquecidas para o público em geral hoje, e quase não se encontra informações mais detalhadas destas figuras brilhantes do passado. Atrizes que embelezaram as telas há várias décadas. Então decidi falar sobre algumas delas. E a primeira escolhida é a norte-americana Luana Walters.

Luana Walters se destacou em sua carreira como atriz de filmes principalmente na década de 1930 até o início da década de 40. O gênero em que mais atuou foram os Westerns de baixo orçamento além de filmes menores em outros gêneros cinematográficos.

Luana nasceu em 22 de Julho de 1912 na cidade de Los Angeles no estado da Califórnia nos Estados Unidos. Foi no início da década de 30 que ela começou a atuar em filmes, em papeis menores e sem até mesmo aparecer nos créditos iniciais. A maioria dos filmes em que ela atuou foram lançados entre 1932 a 1942 em estúdios como Republic, Columbia, RKO, Monogram, Puritan dentre outros.

Além de atriz, Luana tinha grandes habilidades montando cavalos, o que a ajudou a conquistar papeis em uma variedade de longas de faroeste, o chamado 'Western' nos Estados Unidos. Um dos papeis de destaque da interprete foi na produção 'Mexicali Rose' de 1939. Ela foi a protagonista feminina no longa de terror 'The Corpse Vanishes' de 1942, interpretando uma repórter investigando uma série de sumiços de jovens noivas. No filme ela atuou ao lado da lenda dos filmes de terror Bela Lugosi.



Na década de 30, Luana casou-se com o também ator Max Hoffman Jr., que então iria para o seu quarto casamento. Na década de 40, Luana e Max estavam morando na cidade de Nova Iorque, onde Max estava atuando na peça de teatro 'Good Night, Ladies'. No dia 31 de Março de 1945, Luana encontrou o marido inconsciente no quarto de hotel onde o casal estava se hospedando. Pouco depois o ator faleceu, tendo sido afirmado depois como vítima de 'causas naturais'.

Luana entrou em uma fase depressiva com a morte de seu marido, mais a falta de papeis interessantes para ela interpretar. A atriz entrou em uma fase onde passou a consumir bebidas alcoólicas em excesso e veio a falecer em 19 de Maio de 1963, em sua cidade natal Los Angeles. Na época ela estava trabalhando como uma balconista em uma drogaria. Um final triste e nada mágico para uma das mais belas atrizes da Hollywood do passado. Sempre será interessante notar que várias atrizes são muito bonitas, carismáticas e talentosas, só que por pequenos detalhes e até mesmo falta de sorte, não conseguem chegar ao nível máximo de sucesso que outras chegam. Com uma melhor sorte, Luana poderia ter sido uma das grandes estrelas da era de ouro do cinema.


sábado, 18 de novembro de 2023

A Arte da Fragmentação

 


Quando nascemos não sabemos de nada. Precisamos aprender tudo desde o começo: Aprender a falar, a andar, a comer, a ir ao banheiro, a se vestir e etc. Depois vem outros desafios, como sair às ruas sozinho; aprender a nadar; aprender a andar de bicicleta e tudo mais. E como fazemos isso, como aprendemos tudo mas de uma maneira natural e que não lembre algo aterrador ou desafiador em demasia? Se você notar bem, o ser humano assimila as adversidades do mundo pouco a pouco, de maneira calma e paciente, por frações, por porções, de uma maneira fragmentada.

E eu só fui notar e começar a refletir sobre isso de forma mais intensa, quando comecei a estudar idiomas estrangeiros, principalmente o Japonês, uma das minhas maiores paixões. Quando você escuta a língua japonesa ou lê os textos com um alfabeto totalmente diferente, você pensa imediatamente: 'É impossível, eu nunca conseguirei compreender este idioma, nem que eu fique anos estudando'. Eu também tive esta mentalidade. Mas no meu íntimo, nos rincões de minha alma, eu sabia que se me esforçasse em demasiado, eu conseguiria aprender este idioma. Então comecei a estudar pouco a pouco, por palavras, por pequenas frases e conceitos gramaticais. E vi que cada vez mais, de forma gradual, eu assimilava mais e mais o que os japoneses iam dizendo e escrevendo, até chegar ao alto nível no idioma que me encontro hoje.

O que é necessário para aprender um idioma ou qualquer outra arte sem ficar assustado? Simples: não olhar para o todo. O ser humano tem a tendência natural de olhar para o todo quando vai encarar um determinado assunto. E quando não entende nada ou quase nada, fica aturdido e começa a lançar invectivas e diatribes à matéria e ao método que alguém está propondo a ensinar. O que a pessoa ofendida e raivosa não percebe, é que mesmo o conteúdo mais complexo pode ser divido em pequenos fragmentos de estudo. Na matemática mesmo. Antes de você encarar as mais difíceis e incomensuráveis contas, você não aprende desde o mais simples, que é o 2 + 2? Na música, antes de ir executar toda a melodia, o estudante primeiro não se concentra em aprender a tocar uma nota apenas? É assim também com idiomas. A pessoa abre um texto e pensa que é impossível compreender tudo aquilo. Mas se você estudar primeiro pequenas frases da língua, depois pequenas estruturas, os pontos gramaticais mais simples, acaba percebendo que pouco a pouco o seu nível vai melhorando de forma gradual à medida que progride nos estudos. Com o passar do tempo, o estudioso, por conta própria, vai engendrando conceitos que se adequem melhor à sua característica de aprendiz no tópico almejado.

A arte da fragmentação é recomendada a todos que queiram aprender qualquer assunto de forma mais natural e divertida.




segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Futebol é um LIXO!


Eu confesso que de vez em quando vou ao YouTube e assisto alguns lances de futebol. Tenho que admitir que o futebol é um esporte que proporciona certos espetáculos visuais, como os chamados golaços, também conhecidos como gols de placa. É interessante assistir os maiores atletas que fizeram história. Ver estes vídeos esporadicamente na internet se tornou o último resquício de interesse que eu nutro pelo esporte mais popular no Brasil.

Quando eu era moleque, fui viciado em futebol. Também era um espectador assíduo da modalidade esportiva durante o fim da adolescência e nas primícias da minha vida adulta. Mas depois de algum tempo o interesse simplesmente desvaneceu sem deixar saudade alguma. À medida que fui amadurecendo eu acabei constatando que o Futebol talvez seja a coisa mais parva que existe no mundo. E o que dá agonia é perceber o quão popular esta bobagem é no Brasil, o nosso país. Diferentemente de livros, filmes, séries, música, vídeo games e outras formas de entretenimento, o futebol não deixa ninguém mais inteligente, não contribui para a cultura, não contribui para a arte e para o florescimento pessoal. Aliás, muito pelo contrário, ao ficar viciado em futebol, o indivíduo acaba ficando menos culto e muito mais burro do que ele era antes. É como se o esporte haurisse toda o anelo, todo a apetência por novos conhecimentos que residem no âmago do sujeito.

Uma das primeiras merdas que eu comecei a notar no futebol é de como os jogadores são mimados e mal intencionados. Por exemplo: se eles estão desgostosos com um treinador ou o preparador físico, eles fazem corpo mole e perdem quantas partidas que forem necessárias para derrubar o técnico do clube ou até mesmo, a comissão técnica inteira. Perpetrando isso, eles desestimam não apenas os torcedores, mas também os patrocinadores e os chefes que pagam os altos estipêndios deles. Outro exemplo: já não bastasse os salários opulentos que os malandros auferem, eles ainda cobram um dinheiro a mais caso eles vençam as partidas. O chamado ''bicho'' pela vitória. O nível de desfaçatez é incomensurável e causa ojeriza para com os jogadores só em pensar que isso se sucede com assiduidade neste nauseabundo mundo futebolístico.

E as palhaçadas continuam. Quando você se torna viciado em futebol, sua felicidade passa a depender dos engravatados que regem os clubes. São sujeitos totalmente imbecis, ingênuos e pusilânimes. Para regozijar a torcida, eles gastam milhões em contratações de jogadores pernas de pau, que na maioria das vezes, não rendem o esperado e acaba gerando um prejuízo colossal para a equipe. Se o dirigente faz merda e não sabe gerenciar a turma, o time entra em crise e os torcedores sofrem as consequências. Veja se não é absurdo, já não bastasse todos os REAIS problemas que ocorrem diariamente no mundo, tem muito marmanjo que xinga e chora ao ver o seu 'time de coração' perder uma partida. Tem que ser muito otário mesmo.

E a cereja no topo do bolo neste emaranhado de despautérios: os altíssimos salários dos jogadores. É claro que a audiência do esporte é enorme e isto atrai a mídia e também grandes empresas para patrocínios. Consequentemente, os torpes jogadores e seus indecorosos empresários passam a pedir valores cada vez mais exorbitantes. E os néscios dos dirigentes acatam e se humilham pagando uma fortuna para os malandros e deixando o clube em uma furada. As dívidas se apinham e o time entre em crise, muitas das vezes até correndo o risco de deixar de existir ou despencar à divisões inferiores. E no meio disso tudo, temos que ver também os treinadores surfando na onda e faturando altíssimos salários. Ou seja, enquanto tem gente passando fome, o vagabundo do técnico do clube ganha milhões para apenas ficar sentando no banco gritando asneiras para os jogadores analfabetos que correm sem rumo pelos fétidos campos.

E o que dizer da nossa 'querida' seleção brasileira? Além do problema do treinador ganhar milhões apenas para ficar sentando falando merda, os jogadores são de um nível de covardia sem igual. Eles basicamente usam a seleção apenas como um trampolim para a ascensão individual às maiores e mais ricas equipes do futebol europeu e mundial. Não existe amor algum pela camisa, e sim uma grande cobiça por dinheiro, fama e poder. É típico e com certeza ocorreu várias vezes, do time perder o jogo e o jogador ir encher a cara e se envolver com mulheres, prostitutas e orgias. Ou seja, enquanto os boçais dos torcedores choram mais uma derrota da ''seleção brasileira'', os malandros estão se divertindo em bacanais torpes noite a fora. 

Resumindo, futebol é algo totalmente imbecil, um mundo nefasto que eu me orgulho de ter abandonado há muito tempo atrás. Caso você esteja lendo este texto e se identificou, reflita e pelo menos tente fazer o mesmo que eu fiz. Desistir do futebol será uma das melhores coisas que você irá fazer em toda a sua vida. Existem muitas coisas boas para se dedicar o tempo de sua vida para... E futebol com certeza não é uma delas.








quinta-feira, 17 de junho de 2021

O brasileiro precisa assistir a mais filmes brasileiros

Todos nós brasileiros, somos programados desde pequenos a consumir apenas aos enlatados norte-americanos. Emissoras gigantes como a Rede Globo ou o SBT entopem a programação com filmes estadunidenses, na tv a cabo, os próprios canais são de origem norte-americana e na época das vídeo locadoras só dava fitas da terra do Tio Sam nas prateleiras. Sem olvidar, é claro, das salas de cinema, que até hoje projetam em suas grandes telas apenas filmes dos Estados Unidos ou produções nacionais.

Os Estados Unidos realmente é o país que mais investe em cinema no mundo, com superproduções permeadas com grandes astros e estrelas, incomensuráveis orçamentos e obras com os mais avançados efeitos visuais acessíveis no momento da filmagem da obra. O objetivo de grande parte da produção daquele país é o entretenimento puro, por isso dá para entender que o brasileiro que queira apenas desfadigar depois de um longo e estressante dia escolha um longa de hollywood para contemplar.

Mas é ai que começa o grande problema. Ao assistir somente às películas norte-americanas, o cidadão brasileiro se torna um vassalo dos dito cujos, torna-se um ser monocultural, mirando apenas a arte engendrada por uma sociedade, por uma mentalidade, por um povo. Sabemos que os Estados Unidos têm uma história controversa, abarrotada por polêmicas e fatos lúgubres e dubitáveis. Quando você assiste muito aos filmes e séries daquela nação, você nota um orgulho descomedido que beira à jactância e à empáfia por parte deles. O espectador é obrigado a ver a bandeira do país a todo o momento, sem contar as inúmeras situações onde os personagens dizem com todo a ufania de que ''o nosso país é o maior do mundo''. É constrangedor notar, por exemplo, em como nos filmes de guerra os americanos sempre são os bonzinhos, os salvadores da pátria, os paladinos que vieram salvar os citadinos dos déspotas, dos nazistas, dos fascistas.

Mas nós brasileiros podemos tirar algo bom dos americanos, que é justamente a dedicação aos produtos nacionais. Assim como já ocorre com as telenovelas, o brasileiro precisa assistir mais aos filmes tupiniquins. Além de apoiar mais as produções locais, nada tira a sensação maravilhosa de assistir a um filme sem legendas e compreender tudo; de ver os créditos da fita escritos em português; os atores e atrizes brasileiros; de ver cidades e regiões de todo o país; ouvir músicas de grandes artistas brasileiros entre uma cena e outra e assim vai. A sensação de assistir a muitos filmes do nosso país é formidável, é como se você, no final do mês, olhasse para trás e dissesse para si mesmo: ''missão cumprida, assisti mais filmes nacionais do que estrangeiros neste mês''.

Não estou dizendo para apenas e tão somente assistir aos filmes brasileiros, se não iremos ser como os americanos, que vivem numa espécie de bolha ao verem apenas aos filmes engendrados na própria nação. Agora, apreciar as produções locais e assistir a obras brasileiras com assiduidade é um dever. Um múnus saudável para todo o bom brasileiro que valoriza o nosso país e a nossa cultura.




segunda-feira, 14 de junho de 2021

A arte dos documentários



Todos nós crescemos assistindo aos tradicionais filmes de ficção. Em sua maioria, filmes de entretenimento com algum elemento paranormal, asseverando assim várias sessões pipoca e muita grana no caixa dos grandes estúdios cinematográficos.

Mas quando você vai crescendo e amadurecendo, começa então a apreciar as histórias mais humanas, as que contam fatos verídicos que retratam as maravilhas e atrocidades que ocorrem na vida real, no cotidiano do nosso planeta. Obviamente, a primeira mídia que vem à cabeça quando se fala em realidade são os jornais impressos e os telejornais diários. Mas o que é engendrado ali é algo muito genérico e manipulado, e tem gosto fétido de monopólio.

Daí que entram os filmes que retratam a realidade, as histórias e personagens reais do mundo em que habitamos. Os chamados DOCUMENTÁRIOS, que como o próprio nome insufla, documenta um fato excelso ocorrido, ou uma história, um personagem, um grande acontecimento.

O que mais me fascina nos bons documentários, é o fato do diretor pegar um tema que pode parecer medíocre à primeira vista, e transforma-lo em algo fascinante através de relatos, de imagens e edições bem urdidas. Ou, ainda há a possibilidade de se resgatar histórias arrebatadoras mas que estavam olvidadas do grande público. O diretor registra nas câmeras a sua visão de uma história real e faz dela um relato perene para a plateia apreciadora das exuberantes obras visuais.

Mas não caia na arapuca dos documentários produzidos por grandes emissoras de televisão. O que é produzido ali nada mais é que um conteúdo genérico e repetitivo, e sempre com a aprovação da emissora ou grupo da qual pertence a empresa. Você precisa entrajar a alma de um bom cinéfilo e perquirir as diferentes categorias de longas-metragens para deslindar o ouro no final do túnel. O foco deve ser os filmes engendrados por cineastas independentes e amoriscados por captarem os relatos reais que estão por aí tresmalhados pelo mundo.

Ao começar a vasculhar o universo dos filmes reais, você encontrará uma miríade de subgêneros. Existem os documentários em que o diretor lança uma mordaz diatribe contra o estado ou o governo de uma era específica, existem os filmes biográficos que cobrem a vida de uma grande personalidade insigne mundialmente, ainda há as empreitadas que mostram histórias há muito olvidadas pelo grande público, relatos que buscam memórias perdidas nos rincões do país, causos que brilham mais do que muitas obras fictícias por aí. E é ainda mais jubiloso de constatar quando um cineasta dá tons artísticos ao longa, ornamentando a fita e a fazendo ficar permeada de delírios visuais, lembrando um quadro artístico ou um sonho. É o deleite para os apreciadores das belas artes.

O futuro dos docs é lustroso e auspicioso. Com a difusão dos serviços de streaming e a decadência embaraçosa de hollywood, o público está ávido por produções nupérrimas que contem relatos reais do mundo e o que não falta são diretores empenhados a desbravarem esta arte específica intitulada de DOCUMENTÁRIO!

Luana Walters

Eu estava notando o tanto de atrizes bonitas e talentosas do passado que estão quase esquecidas para o público em geral hoje, e quase não se...